Marica “made in” Pereirão

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Marica fabricada por detento no Pereirão - Foto: MARCOS DANTAS


Por: Marcos Dantas

A criatividade dos detentos da Penitenciária Estadual do Seridó impressionou os agentes e policiais, que na tarde desta terça-feira (07) vistoriaram cerca de cinco celas do pavilhão B da penitenciária. Mais não foram as facas, celulares, drogas, baterias, preparo de cachaça apreendidos, que chamaram a atenção. Uma marica em forma de motocicleta foi quem roubou a cena, como mostra o registro exclusivo, feito pelo Blog nesta tarde. A “motoca” da droga tem até espaço para o “abastecimento”.


Para eider Brito, vice-diretor da Penitenciária, a mudança de estratégia vem sendo primordial para o sucesso das operações. Ao invés de se fazer vistorias em todo o presídio, para evitar vazamento entre os próprios detentos, o trabalho passou a ser realizado por setores diferenciados. O balanço da apreensão foi de: 8 celulares, 12 facas artesanais, 1 faca de cozinha, 1 faca peixeira também artesanal, 5 maricas, 4 carregadores de celular, 4 ferros, 14 baterias de celulares, 13 mergulhões, 30 litros de preparo de cachaça artesanal (fabricada no presídio), 10 tabletes de maconha e 30 trouxinhas de maconha.

Cachaça em processo de fermentação

O que são "Maricas"?



São instrumentos que os dependentes químicos utilizam para consumir drogas.
Existem os mais variados e curiosos tipos de objetos para esse fim, a grande maioria de fabricação artesanal.

Aqui, apresentamos os diferentes tipos de maricas de acordo com o entorpecente por eles usado, seja maconha, haxixe ou o crack.

Para uso do crack, servem torneiras, frascos de yakult, latinhas de cerveja, canos, partes de isqueiros com uma aste, com papel aluminio porque não queima, enfim, observa-se que para o dependente não é difícil conseguir o meio para o consumo.

Aqui voce pode ver e conhecer os tipos mais comuns e poder identificar, caso um ente querido esteja com o objeto em seu poder.

Quanto a isso, vem à lembrança o fato ocorrido com um pai que, tendo descoberto uma marica com o filho, imediatamente a destruiu, acreditando que resolverá o problema.

Dias depois, ao chegar do trabalho, deparou com o cavalete jorrando água. Seu filho, na ânsia de fazer uso do crack, havia arrancado a torneira, que ilustra a página inicial e deixou a água correr à vontade.

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