AL concede título de cidadão norte-rio-grandense ao pastor Airton Scheunemann


O pastor evangélico Airton Scheunemann Schroeder, natural do Rio Grande do Sul, recebeu, na manhã desta quarta-feira (11) o título de cidadão norte-rio-grandense. A proposição é do deputado Antônio Jácome (PMN) que, durante a sessão solene, ressaltou o trabalho realizado pelo pastor do Rio Grande do Norte. “O pastor abraçou lutas como o enfrentamento de preconceito contra as pessoas portadoras de HIV, violência contra a mulher, defesa do direito a alimentação adequada, entre outros”, disse o deputado.

De acordo com Antônio Jácome, em fevereiro de 2005, o pastor Airton tornou-se membro do Conselho de Segurança Alimentar no RN e capelão do Hospital Giselda Trigueiro. Em 2008, passou a ser membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e presidiu a Conferência Estadual de Segurança Alimentar. “É um pastor, um ministro evangélico que não se limitou ao púlpito da Igreja, ao crescimento da sua denominação, mas atua ativamente em projetos e ações sociais”, declarou.

O homenageado agradeceu ao deputado Antônio Jácome e a todos os deputados da Casa pela votação unânime da propositura. Na ocasião, o pastor lembrou-se de seus pais e os agradeceu pela educação ética e cristã. “Nunca faltou amor, esperança e nem a palavra de Deus na Casa dos meus pais”, disse. Scheunemann também mencionou algumas pessoas da igreja, amigos presentes e outros ausentes.

Durante seu pronunciamento, o pastor falou sobre seu trabalho à frente de instituições voltadas ao enfrentamento de preconceito contra as pessoas portadoras de HIV, violência contra a mulher e defesa do direito a alimentação adequada. “São relações que marcam a minha vida, minha história e espero que continuem marcando a do RN. Muitas coisas que me foram atribuídas eu não fiz sozinho, talvez nenhuma”, declarou.

Sobre a atuação pastoral, Airton colocou sua visão sobre como acha que a Igreja deve se comportar. “A Igreja precisa se desenvolver politicamente, precisa buscar entender os governos do país, mas não deve ser partido político e nem possuir um. A Igreja é povo separado por Deus para fazer acontecer. Vejo a Igreja cuidando de crentes, mas a proposta de Deus é para cuidar de toda a criação. Vejo a Igreja colher onde não plantou. A instituição pouco investe para viver numa sociedade sem corrupção. Poucos se envolvem nos espaços de políticas públicas. Estão se contentado com o óbvio. Portando sejamos luz em meio às trevas, tenhamos coragem de sair de dentro das igrejas e vamos onde estar a dor, o sofrimento. Onde acontece as coisas boas e difíceis”, declarou.