Debate na 95 FM: Henrique apresenta propostas, defende a união das forças políticas e critica o radicalismo


O deputado Henrique Eduardo Alves participou na noite desta quarta-feira, 20, do debate entre os candidatos a governador, promovido pela emissora 95 FM. Ao fazer sua apresentação, o candidato da coligação União pela Mudança cumprimentou respeitosamente a mediadora, jornalista Juliana Celli e os demais candidatos e participantes do debate. “Sou candidato a governador. Me preparei para este momento ao longo da minha vida pública, em que fui líder do meu partido. Fui aprendendo com meus erros e meus acertos e fui amadurecendo”, disse Henrique. Ainda na sua fala inicial, Henrique lembrou que o Rio Grande do Norte vive a situação mais difícil das últimas décadas. “Nas áreas da Saúde, educação e segurança, vivemos aflição, desencanto e desestímulo”, observou.

Henrique utilizou todas as suas intervenções no debate – respostas, perguntas, réplicas e comentários – para tratar de soluções para os principais problemas enfrentados pelo Estado, se diferenciando de outros candidatos que partiram para comentários agressivos e até desrespeitosos. O candidato da coligação União pela Mudança voltou a destacar a importância da união das forças políticas como forma de superar o grave momento vivido pelo Rio Grande do Norte. Lembrou, ainda, que durante sua atuação no Congresso, procurou ajudar o Estado, independentemente de ter apoiado ou não o governador e que praticamente todos os municípios do Estado foram beneficiados com obras e serviços que contaram com a sua atuação parlamentar.

SEGURANÇA PÚBLICA

No segundo bloco do debate, em que foi mantida a ordem do primeiro bloco, Henrique Eduardo Alves foi o primeiro a responder a perguntas feitas pela equipe organizadora do evento, sobre cinco temas: Segurança, Educação, Saúde, Infraestrutura e Economia. O peemedebista optou por responder a uma pergunta sobre segurança pública.

Diante da pergunta “O senhor conhece a realidade da segurança pública?”, Henrique Alves apresentou um rápido diagnóstico: “Basta andar pelo Estado, e eu tenho andado muito, para comprovar que a segurança pública vem deteriorando. Natal se tornou nos últimos quatro anos uma das cidades mais violentas do País”.

O peemedebista apontou a necessidade de maior interação entre as forças de segurança e garantiu que no futuro governo o gabinete do governador fará o acompanhamento da gestão e de todas as ações na área da segurança pública. Henrique afirmou que será necessário estabelecer estado de emergência na área da segurança, realizar operações emergenciais ao longo de seis meses e fazer uma convocação à população para que ela possa participar e contribuir com o esforço do governo.

Lembrando que os jovens são as principais vítimas da violência e que a insegurança é um desrespeito à população, Henrique anunciou que haverá planejamento de ações, ocupação das áreas mais afetadas e estímulo aos que atuam no setor. “As diárias operacionais estão atrasadas há seis meses”, observou.

Diante do comentário agressivo feito pela candidata ao governo pelo PSTU, Henrique pediu respeito à sua trajetória na vida pública do Estado e do País. “Quem tem 11 mandatos de parlamentar tem o respeito do povo do Rio Grande do Norte. Esta postura raivosa e radical não conquista um mandato nunca. Quero saber se a Oposição pode colaborar, se não for raivosa e desesperada. Quanto melhor a Oposição, melhor o governo”, comentou.

EDUCAÇÃO

Ao comentar uma fala do candidato do PSOL sobre a área da Educação, Henrique Alves defendeu que é preciso elevar os índices da Educação Básica (Ideb) através da valorização dos professores, com monitoramento e planejamento das ações com o propósito de ajudar a melhorar o aproveitamento por parte do aluno. O atual presidente da Câmara dos Deputados lembrou ter articulado junto ao Governo Federal a aprovação, no Congresso Nacional, do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece a aplicação de 10% do PIB na área da Educação nos próximos dez anos, tendo como uma das metas fazer com que pelo menos 50 por cento das escolas passem a funcionar em tempo integral, com estímulo ao ensino profissionalizante.

RECURSOS HÍDRICOS

Em pergunta e réplica ao candidato do PSOL, Henrique destacou o esforço, como deputado federal, para garantir a retomada do projeto de construção da Barragem de Oiticica, na região Seridó. Ele defendeu a interligação dos principais reservatórios do Estado por meio de sistema de adutoras que ajude a perenizar os rios e garantir o volume adequado dos açudes, dando sustentação econômica às diversas regiões e garantindo o fornecimento de água para consumo humano e irrigação. Henrique lembrou que o projeto de Oiticica representa investimento da ordem de R$ 54 milhões e destacou a importância da multiplicação de perímetros irrigados como o da Chapada do Apodi, que alcançará uma área de 10 mil hectares.

CESSÃO DE POLICIAIS

Ao responder a uma pergunta feita pelo candidato do PSL, Henrique disse que a cessão de milhares de policiais é uma das questões a ser enfrentadas no futuro governo como forma de melhorar a área da segurança pública. Ele ressaltou que o número de policiais militares, em vez de aumentar, decresceu nos últimos quatro anos no Rio Grande do Norte. Henrique voltou a garantir que será adotado um tratamento de choque e emergencial para dar à população a sensação de segurança que hoje é de impunidade. Defendeu, também, a busca de parcerias público-privadas e o apoio e investimentos de organismos internacionais. “Este caos precisa ser enfrentado com muita responsabilidade”, arrematou.

CONTRA O RADICALISMO

Nas suas considerações finais, Henrique Eduardo Alves criticou o radicalismo político que contribui para atrasar e isolar o Rio Grande do Norte. Argumentou que o Estado precisa avançar, deixar de olhar pelo retrovisor, buscando parcerias, formando talentos e equipes e que o momento atual do Rio Grande do Norte exige responsabilidade e maturidade dos que atuam na vida pública.

O candidato a governador lembrou que Robinson Faria, o vice-governador de Rosalba Ciarlini, fala e crítica um suposto acordão, mas “esqueceu” que conversou em duas oportunidades com o próprio Henrique para tratar de aliança eleitoral e que poderia, hoje, estar no palanque que tanto critica, ao lado dos ex-governadores que apoiou no passado.