Márcia Maia destaca queda no setor turístico do Estado

Crédito da foto: João Gilberto


A deputada Márcia Maia (PSB) diz que o turismo foi uma das atividades econômicas mais importantes para o Rio Grande do Norte, em pronunciamento esta tarde no plenário da Assembleia Legislativa. Segundo ela, era uma atividade que gerava empregos formais, renda para o cidadão, oportunidades de mudar de vida, através dos cenários naturais e paradisíacos, mas agora o Estado saiu da rota da maioria dos turistas, assim como, as oportunidades trazidas por eles.

“As pessoas vinham ao Rio Grande do Norte para conhecer nossas praias, a tranquilidade de nossas cidades, a culinária privilegiada da capital e do interior, a nossa cultura. Agora, o nosso Estado saiu da rota da maioria dos turistas”, afirmou.
Márcia Maia disse que durante a Copa do Mundo, houve um oásis de êxito numa atividade que já foi próspera e hoje amarga o esquecimento, que se reflete diretamente na qualidade dos empregos gerados e nos salários dos trabalhadores do setor.

Ela destacou que há poucos voos para o Estado e, aqueles que ainda operam, têm um alto preço, o que tem colocado o Rio Grande do Norte no final da lista de muitos brasileiros que tem cada vez mais, escolhido viajar e conhecer o País.
“Com isso, o cidadão que produz queijo no interior, tem restaurante na estrada, vende comidas típicas do Nordeste, produz artesanato ou tem qualquer outro tipo de comércio ligado à atividade, perde a oportunidade de ampliar seus negócios pela ausência de turistas. Basta dizer que, antes de seu fechamento, o aeroporto internacional Augusto Severo teve o pior desempenho de todos os aeroportos das capitais do Nordeste, no primeiro semestre de 2013, comparado ao mesmo período de 2011. Os dados são da Infraero, asseverou.

Ainda de acordo com a deputada, dados do Ministério do Turismo mostram que o fluxo de turistas estrangeiros no Estado caiu 65,5% nos últimos anos. “O setor turístico do Rio Grande do Norte, que já foi uma das principais bandeiras da economia do estado, vive uma crise que se arrasta desde 2011. Somente em 2013, a capital potiguar perdeu 2.853 voos comerciais, além de outros 200 internacionais”.