Largo "Maestro Felinto Lúcio Dantas" é inaugurado em Acari



A Associação Cultural Maestro Felinto Lúcio Dantas e a Prefeitura Municipal de Acari, numa cerimônia bastante emocionante, inauguraram neste domingo (10) um monumento que homenageia o inesquecível Maestro Felinto Lúcio Dantas. Familiares do homenageado, acarienses e visitantes participaram do evento que aconteceu em frente a sede da banda filarmônica após a celebração da novena. 



A homenagem foi proposta pelo filho de Felinto, José Lúcio Dantas, e tornada possível através da Lei Municipal nº 1007, de 28 de julho de 2014, a qual tem como propositora a Vereadora Marineide Alves. 


O prefeito Isaias Cabral, ao tomar conhecimento da proposta sugeriu reformar o canteiro central, em frente a sede da banda, para que a estátua ficasse bem acomodada. O prefeito é um parceiro de longas datas da Associação Cultural Maestro Felinto Lúcio Dantas, a pouco tempo atrás conseguiu um verba de R$ 50 mil, direcionada a compra de novos instrumentos para a mesma, a prefeitura mantém um convênio junto a instituição, para garantir os ótimos serviços que a banda presta a comunidade acariense.



A vereadora Marineide Alves enalteceu a cultura do nosso município: "Felinto Lúcio já é imortalizado por suas obras, hoje a sua imagem será imortalizada também." Disse


Adailton (Gata) representando a banda Filarmônica


Flávio Lúcio Dantas (Representando José Lúcio Dantas)


Carlos Guedes (Neto de Felinto Lúcio Dantas)

Um pouco da vida do homenageado

Felinto Lúcio Dantas nasceu na então Carnaúba de Baixo, em 23 de março de 1898. Seus pais, Manoel Lúcio de Macedo e Jesuína de Jesus, se casaram no dia 6 de setembro de 1880 e tinham 6 filhos antes do nascimento de Felinto (outros 4 viriam a nascer depois). Os detalhes da infância de Felinto Lúcio permanecem ignorados, a não ser o fato de que ele começou a fumar aos dez anos de idade. A aprendizagem das letras se deu de uma forma inusitada. Nas areias próximas ao rio, ele aprendeu, com um primo seu, o ‘ABC’ seguido’, pagando, por cada letra ensinada, três pás de terra na abertura dos valados.

Felinto limitou-se a aprender a ler e escrever apenas, reservando para si a responsabilidade pelo crescimento pessoal nas letras. Através da leitura, hábito que cultivou e estimulou nos filhos até o fim da vida.

A aprendizagem da música veio a se consumar logo depois. Felinto teve seu grande estímulo em 1915, quando assistiu os primeiros ensaios de uma valsa de seu primo, Tonheca Dantas, intitulada ‘Royal Cinema’, pela banda de Acari.

O músico e compositor estreante carregou consigo essa modéstia característica até o fim de sua vida, despertando a simpatia em quem o conhecia e causando admiração pela sua humildade sertaneja, principalmente quando se contemplava, ao cabo de uns poucos anos de trabalho, uma obra já invejável em tamanho e qualidade de inspiração.