CPI da Petrobras pede indiciamento de 52 pessoas


A CPI Mista da Petrobras adiou nesta quarta-feira a votação do relatório final produzido pelo deputado Marco Maia (PT-RS), em meio a críticas da oposição em relação à decisão do presidente em exercício do colegiado, senador Gim Argello (PTB-DF). Como o prazo para a Comissão Parlamentar de Inquérito concluir seus trabalhos expira na segunda-feira, ela poderá ficar sem um relatório final se o texto de Maia não for aprovado. A previsão é que o texto seja votado ainda nesta quarta-feira ou na quinta pela manhã. A oposição também apresentou nesta quarta um relatório paralelo, no qual pede a investigação da responsabilidade civil da presidente Dilma Rousseff em relação à gestão da empresa e o indiciamento de Graça Foster e seu afastamento do cargo de presidente da estatal. São apenas sugestões.

Deputados e senadores haviam concordado em votar nesta quarta-feira o relatório de Maia, o senador Gim Argello suspendeu a sessão argumentando que os plenários da Câmara e do Senado precisariam votar uma série de projetos. A oposição considerou a decisão uma manobra do governo. “O presidente da CPI Mista não poderia ter encerrado a sessão, pois tratava-se de uma reunião extraordinária. Então, nenhum problema em acontecer ao mesmo tempo das outras votações no Congresso”, disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM). “Parece que o governo está aplicando mais um golpe para impedir que a CPI faça seu trabalho”.